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» Uma tarde fria de sexta-feira

Em uma tarde fria de sexta-feira, o vento estava cruel e sombrio, faltava pouco tempo para que aquela rua se infestasse na escuridão da noite. Indo á caminho da banca para comprar uma revista para estudar, viro a esquina para ir até a faixa de pedestre. Olho para o lado de dentro da calçada havia um tufo de pelos negros, admito que á primeira vista foi difícil de identificar do que se tratava pois eu estava sem meus óculos, era um filhote de gato. Ajoelhei-me a meio metro de distancia do mirrado felino, este por sua vez me olhou com aquelas duas bolinhas de gude negras e veio para mim.

Sentia seus pelos gelados fazendo cócegas em meus dedos. “Pode levar garota, uma senhora deixou a bichana aí no canto e foi embora, pode levar para sua casa” o homem da banca de jornal disse ao ver que o filhote tinha se apegado a mim. Uma pessoa que deixou uma criaturinha tão inofensiva assim é muito mais fria que esta tarde, penso enquanto pegava delicadamente a gatinha. Toda manhosa ela tremia de frio. Dou colo para a pequenina, esta ronronou de um modo tão gracioso que tocou meu coração.

Minha vontade era de cuidar dela, mesmo não podendo pelo desgosto de gatos pela minha mãe e a alergia de meu irmão, eu ia cuidar dela pelo menos até encontrar uma pessoa boa para cuidar dela. Tão pequena, tão frágil, tão graciosa, tão negra, tão profunda… Parecia que fomos feita uma para a outra, eu uma garota estranha e uma gata pronta para me fazer companhia.

Estava decidida a tomar conta dela, de minha doce Darkness, um nome provisório que pensei no momento.

Um homem chegou interrompendo a nossa pequena felicidade. Um homem malvestido com um casaco grande e uma caixa de leite. Ele disse com uma voz assustadora que o filhote era dele e que era para entrega-la. O que eu poderia fazer contra um homem que parecia não querer ser contrariado? Iria bater nele e sair correndo com a gata? Olhei para o homem na banca, ele fez um sinal para eu n ir contra. Mas eu não queria entregar meu pingo de felicidade negra, seus olhos noturnos me olharam e um doce miado chegou em meus ouvidos. Hesitando entreguei a gata para o homem em farrapos, minha pequena bola de pelos hesitou também ao ver as mãos dele e o arranhou toda arrepiada.

Ao ver o homem subindo a rua, “Pobre gata, tenho certeza que ficaria melhor com você, mas é bom não contrariar pessoas assim” disse um dos homens enquanto sentia meu coração sendo esfaqueado diversas vezes. O calor de minhas mãos esfriara, e minhas pernas ficaram moles. Uma despedida cruel, triste e fraca. Odeio-me por ter sido fraca e deixado-a ir. Seguro as lágrimas para ninguém ver, sou uma garota que não choraria por um humano frio, e sim por um animal. Pela minha pequenina que foi embora.

Mas uma lágrima acabou caindo, assim como a noite caiu sobre aquela tarde fria de sexta-feira.

Giovanna Bellagente

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Kyary Poupee girl

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